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Vitchenzo Manfron Caliari Fragmento

“Curitibanacrônicos” | Litania espectral | Pág. 87–89

Com o impulso caminhante, percorremos pelas confeitarias, casas de famílias imigrantes como as nossas e, imersos na moderna e pitoresca Curitiba, nossas ideias se complementaram com comentários acerca da forte tradição literária e jornalística da cidade, com tipografias, folhetins e associações culturais, ainda que em escala modesta.

No café que escolhemos, não deixamos de ouvir o som do sino que chamava os fiéis de chapéu-coco e também não deixamos de bisbilhotar com os ouvidos as conversas em várias línguas em meio aos arranhões sonoros do gramofone.

Pedi meu café, soltei um per favore e Francisco fez o mesmo. Ah, o café quentinho para o frio, frio que moldava os hábitos curitibanos bem como nosso imaginário!

No segundo café, antes de dar o primeiro gole, meu amigo segurou minha mão.

E retirou da bolsa uma garrafinha pequena.

Assim, o gostinho do bagaço da uva vindo da grappa deu-me vida. Nada disse além de salute!

Este fragmento é publicado exclusivamente para fins de divulgação cultural, literária e editorial da obra original, em conformidade com os termos do contrato de edição firmado entre autor e editora, sem qualquer finalidade comercial do autor neste site.

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A Parte Mal Dita
Vitchenzo Manfron Caliari
Yuri Fernandes Machado

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