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Yuri Fernandes Machado Quarta Literatura #002 24/06/2026

Cem Anos de Solidão

Gabriel García Márquez
“Não se morre quando se deve, mas quando se pode.”

Uma cidade, uma família, suas sete gerações e uma maldição que se apresenta como inexorável a seu destino. Desde que José Arcádio e Úrsula Iguarán fugiram de sua cidade natal, rumo a um lugar vão desconhecido, a fim de fugirem de uma assombração, descobriram um segredo antigo: que fantasmas não estão ligados apenas a espaços geográficos, a lugares, mas também, a aqueles que compõem e carregam sua historicidade.

No magnum opus de Gabo, acompanhamos a saga da família Buendía e suas sete gerações, desde a fundação da cidade fictícia de Macondo, até seus momentos derra­deiros, onde “não se encontra uma segunda oportunidade sobre a terra.”

“O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome.”

Macondo aqui é como um microcosmos da história da América Latina, com todas as suas belezas e suas contradições, permeados pelo perpétuo sentimento de solidão, a partir do processo de isolamento que nos assola, tal qual como definiria Márquez em seu célebre discurso, “A Solidão da América Latina”, ao vencer o Prêmio Nobel da Literatura.

Maldições, superstições, mitos, sexo, traições, revoluções, contrarrevoluções, saques, massacres, colonialismo e sobretudo contradições — tudo compõe o universo mágico e intrincado de “Cem Anos de Solidão” que, entre tapetes voadores, as águas de Cingapura, crianças com rabos de porcos e pelotões de fuzilamento, no fim manifesta sua centelha de esperança nas entrelinhas, tal qual professou Gabo no supracitado discurso:

“Nem os dilúvios, nem as pestes, nem as fomes, nem os cataclismos, nem sequer as guerras eternas através dos séculos conseguiram reduzir a vantagem tenaz da vida sobre a morte.” — A Solidão da América Latina, García Márquez (1982)
Fragmentos
“O tempo não passava… ele dava voltas em si mesmo.”
“O esquecimento era mais mortal que a morte.”
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”
Indicação Extra
Cem Anos de Solidão (2024) — Série
Assistir na Netflix ↗
— Yuri Fernandes Machado sobre “Cem Anos de Solidão” (1967)
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A Parte Mal Dita
Vitchenzo Manfron Caliari
Yuri Fernandes Machado

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