Lançado em 1972, Transa representa um dos principais marcos na carreira do baiano Caetano Veloso. Gravado durante seu período de exílio em Londres, o álbum, tal qual seus antecessores (álbum branco de 69 e “London London” de 71) é profundamente marcado em sua lírica por temas como saudades, isolamento, resistência e perda de identidade, embalados sobretudo por arranjos de Jards Macalé, que dão o tom das muitas “transas” presentes em sua sonoridade, misturando português com inglês, rock com baião, reggae com samba e por aí vai.
Para além de sua inventividade sonora e poética, “transa” carrega suas particularidades até em sua capa, sendo esta, uma pirâmide montável, projetada como “disco objeto” pelo artista plástico Hélio Oiticica.
