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Vitchenzo Manfron Caliari Poema 07/07/2026

Maizúma

Quatro anos depois de 22
Em novo século d’arte não se fala mais.
A europeia casa neo pitagórica em chamas
Se consome e revisitados passamos a ser.
Acorrentado, o puro regional
Se desfaz maizúma vez mais

Povo da mão barata,
Cárceres das fábricas,
Sob regência do branco colarinho
Dos brancos bisnetos,
Branco maizúma vez mais

Admirável notar, não se cala mais
A musicalidade da rima,
Nossa brasilina!
Rei berimbau ancião
Acompanhado do acordeão
Chegado ao então
Chimarrão pinhão sertão
Rabeca maracá chão
Ganzá cerrado verão
Nossa independência, paixão!

Antropofágico agora devorado
Maizúma vez mais
E catequizado nas capitais
Consumiu com fogo palavras
Do tempo, muito mais até...
Mais! Mais! Maizúma vez mais!

Que dizer das rubras pinceladas
Sobre nosso verde em mastro?

Eis-me Kurytybano em vasta pindorama,
Vê miséria e os sensíveis signos:
O falso senso de progresso
Aqui agora se chama “inovação”

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A Parte Mal Dita
Vitchenzo Manfron Caliari
Yuri Fernandes Machado

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