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Vitchenzo Manfron Caliari — Poema — 23/07/2026

Maquinalmente

Maquinalmente, viro página
A tinta escorre e molda
Uma negação
Das correntes necessidades
E não me reergo
Não me renego

Maquinalmente, afastado
Da composição
Sem nome, sem fim
Fiel a mim
Roendo o resto

Maquinalmente, tropeço
Às ruelas
Bebo ardência
Mastigo o olho da poesia
Esperando, esperando, esperando

Maquinalmente, publico
E engaveto
E torna-se público
O futuro esquecimento
Pelo ralo

Maquinalmente,
sepultado

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A Parte Mal Dita
Vitchenzo Manfron Caliari
Yuri Fernandes Machado

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