Ninguém sobrevive,
Ao beijo que não sacia,
Ao amor que se esvazia,
Ao membro que pulsa a revelia.
Ninguém sobrevive,
Há um ralo atrás de todos os desejos,
É pra lá que todo desperdício escorre,
E de alegrias desbotadas que ele se entope,
E O RALO COSPE
Nossa maldição de acordar vivos aos domingos,
Que traz em seu odor acre,
Um frescor tão ambíguo por termos renascido.
NINGUÉM SOBREVIVE,
Todos morrem de excesso aos sábados,
Para renascer na penitência
Dos santos domingos.
