Revisitar meus versos,
é como retornar há tempos e memórias remotas,
por que essas palavras,
já não habitam em mim?
Por que o que me parecia outrora
tão vital,
já não circula em minhas venosas?
Avisto uma casa em meus sonhos,
na varanda,
minha falecida avó me acena,
e apodrece ao passo em que me aproximo dela.
Seu corpo sobre a tábua fria,
mais me espanta do que me choca,
basta um trocar de anais,
para se mudar o que te repele
e o que lhe toca]
Revisitar aquilo que um dia fui,
é como redescobrir uma antiga língua morta.
Um velho eu me acena da varanda,
e me basta alguns passos mais perto,
para que se perceba sua face
ignota.
