As sombras se projetam,
oprimindo a massa,
vejo pessoas empilhadas,
sobre lixo cibernético.
Caminho entre muros feitos de ossos,
Entro em espaços que mais parecem cemitérios
e adentro cemitérios que mais parecem museus.
Vejo colunas de mármore,
bustos de cadáveres,
Árvores enraizadas
em cães mortos.
Acima das fachadas,
os murais de Poty,
nos contam histórias,
Os versos de Leminski grafitados nas ruas
nos contam histórias,
Quando caminho,
entre estátuas vivas,
eu conto também,
Enquanto a boca maldita pergunta,
sob a marquise dos cafés,
“E o Dalton Trevisan, está bem?”
Enquanto Laura Santos,
está nos fundos de uma biblioteca,
sem ninguém.
Apanho um cartão-postal,
um museu no centro,
uma bailarina em forma
de um olho imponente,
se passa pelo centro de nossa cultura,
que bobagem,
nossa cultura está nessa gente
que dia a dia
contra esses prédios,
digladia,
Prédios esses,
que mais parecem gigantes.
Prédios que parecem gigantes.
As sombras se projetam,
oprimindo a massa,
vejo pessoas empilhadas,
sobre lixo cibernético.
Caminho entre muros feitos de ossos,
Entro em espaços que mais parecem cemitérios
e adentro cemitérios que mais parecem museus.
Vejo colunas de mármore,
bustos de cadáveres,
Árvores enraizadas
em cães mortos.
Acima das fachadas,
os murais de Poty,
nos contam histórias,
Os versos de Leminski grafitados nas ruas
nos contam histórias,
Quando caminho,
entre estátuas vivas,
eu conto também,
Enquanto a boca maldita pergunta,
sob a marquise dos cafés,
“E o Dalton Trevisan, está bem?”
Enquanto Laura Santos,
está nos fundos de uma biblioteca,
sem ninguém.
Apanho um cartão-postal,
um museu no centro,
uma bailarina em forma
de um olho imponente,
se passa pelo centro de nossa cultura,
que bobagem,
nossa cultura está nessa gente
que dia a dia
contra esses prédios,
digladia,
Prédios esses,
que mais parecem gigantes.
