A arvorezinha de pau-brasil
Lado a lado de verduras aos anos mil
O farol que despertou amor
Às palavras cores em folhas e flores
Em tempos mirins, lentilha
Milho na tela amaral
Chocado pelo buchinho do infante retirante
Elementos daqui, escola: danado saci
Fascinado pelo dançante bumba
Bumba? Meu boi? Tatá também!
Correr pra trás aos passos curupira
Festejar fogofatuamente e sem cabeça
Pelo imaginário infantil
Coral! Latinar la cucaracha
E ouço o curió canarinho pintassilgo
Nos domingos boldrinos, saudades
De ti, pai!
Olhar materno bueno fúnebre
Qual o nome? Déco e morte!
Não esqueça, decore! Acenda a vela
Gravatinhas borboleta, cabelo lambido,
Chapéu coco, catedral tiradentes chama!
Aqui por ti, pode poty sim!
Ponte fechada, ilha da ilusão
Não pode não!
Graciosa descida, bichos esculpidos
Flautas e sinos dos ventos
Não mais no caramanchão
Pita ponta, mais saudade,
Pontal arenosa e distante
Ilha fortaleza chama travessia
Será que reminiscências da infância
Virão um dia depois? Uma década depois?
Sim, quase duas décadas após!
Raízes redescobertas, acolá
Fora não mais haverá
