Em um Brasil travestido por um simulacro de país, que fabrica sua própria história nos jornais a fim de dissimular a realidade, o sentimento incutido em seus cidadãos é o de serem exilados em sua própria nação, como expatriados tomados pela paranóia e pela mania de perseguição.
[…] se Glauber Rocha produziu o cinema da estética da fome, Kleber Mendonça por outro lado, produz o cinema do exilado e sua perda de identidade em um movimento esquizofrênico, em que ao mesmo tempo que busca a genealogia obscura de sua própria história, por outro lado, abraça sua natureza contraditória e antropofágica, como forma de afirmação da vida que tem, pois parafraseando Dona Sebastiana, apesar desta última ter coisas ruins, ela também tem coisas boas.
A produção conta a história de Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário que, após irritar um poderoso industrial com ligações com a ditadura militar brasileira, assume uma nova identidade e se muda para Recife. Na cidade, é acolhido por Dona Sebastiana (Tânia Maria), uma senhora que é gerente do Edifício Oásis, onde fica hospedado. Enquanto isso, descobre que está sendo perseguido por dois matadores, contratados pelo industrial. O filme aborda temas como repressão política, vigilância estatal, memória e preservação, trauma, identidade e a resistência.
Fonte: Wikipedia